Existem
alguns temas extremamente delicados para serem tratados, pois, contém um teor
muito complexo e subjetivo, ou seja, cada um tem a sua opinião e as discussões
são extremamente explosivas.
Um desses
temas e talvez um dos mais profundos da humanidade é falar sobre Deus.
Enquanto
uns crêem num único Deus onisciente e onipresente, outros acreditam em vários
Deuses, como no Xintoísmo e Xamanismo, religiões chamadas de politeístas. E há
ainda quem não acredite na existência de Deus ou do sobrenatural, afirmando que
a criação do sobrenatural é apenas para que a angustia da existência humana
seja confortada.
Como a
crença em Deus é subjetiva ninguém pode provar a existência Dele, porque mesmo
os que já tiveram alguma experiência sobrenatural, não conseguem fundamentar
empiricamente o fato. Assim como quem não acredita na existência divina também
não consegue comprovar cientificamente a sua opinião.
Acreditando
ou não devemos admitir que entre todas as mais variadas religiões existentes no
mundo (e olha que são muitas) diversos ensinamentos são importantes para uma
vida mais saudável tanto individualmente quanto em sociedade, tanto na vida
cotidiana, quanto na vida espiritual. Bondade, caridade e igualdade, são
algumas qualidades que algumas religiões pregam a seus seguidores. Embora
muitos ouçam esses conselhos durante o culto religioso e saem do local
praticando o contrário do que foi ensinado.
Talvez a
religião muito dogmática seja em vários momentos prejudicial para seus
seguidores, já que o mundo está em constante mudança e o pensamento focado
somente em uma verdade é por diversas vezes nocivo a sociedade.
O pecado
está na realidade, em grande parte na mente de cada indivíduo. Muitos aspectos
levados como primordial para algumas religiões são na verdade danosos a seus
seguidores, já que estes ficam a margem da sociedade para poder seguir o
determinado pela religião.
O
respeito ao próximo, o amor a seu semelhante, a aceitação do diferente e o
apoio àquele que necessita são valores, esses sim, de muita relevância e que
são ensinados pela maioria das religiões.
Agora
vamos deixar um pouco a religião de lado e falar de religiosidade. Alguns podem
estar se perguntando “mas religião e religiosidade não são a mesma coisa?”, na
verdade não, seguir uma religião é seguir os ensinamentos desta, além de
acolher e acompanhar os dogmas por ela propostos, enfim, seguir uma religião é
seguir sua doutrina. E a religiosidade é acreditar no sobrenatural (ou em Deus)
sem precisar de um culto numa igreja. A religiosidade aflorada permite ao
individuo estar com uma divindade independente de um intermediário.
E você
acredita em uma força superior?
A partir
desse momento, que fique bem claro que essa é uma opinião totalmente minha,
aliás, essa é uma questão como já disse muito subjetiva.
A vida
somente biológica seria muito insignificante, não consigo imaginar a vida
acabando simplesmente nisso que conhecemos. Num mundo tão detalhado como o
nosso, não deve haver somente o universo das coisas como dizia Platão.
Pra falar
sobre isso, vou usar um exemplo: as veias. É isso mesmo. Vocês sabem me dizer o
que é uma veia? Uma veia é um vaso sanguíneo que
transporta o sangue em direção
ao coração. Os vasos
que carregam sangue para fora do coração são conhecidos como artérias, as
maiores veias do corpo humano medem 0,5 mm e possuem um sistema minucioso e
detalhista de válvulas unidirecionais chamadas de válvulas venosas para
prevenir o refluxo causado pela gravidade. Este sistema é constituído de um
fino músculo de esfíncter e de dois
ou três folhetos membranosos. Elas também possuem uma fina camada externa de colágeno, que ajuda
a manter a pressão sanguínea e evita o acúmulo de sangue.
E porque
essa aula de anatomia agora? Porque isso é só um exemplo insignificante do
quanto nosso corpo e os mecanismos dele são complexos, será que dá pra imaginar
essa complexidade toda não só do corpo mas do mundo sendo proveniente do acaso?
O mundo
das injustiças não é o mundo de Deus, talvez Deus, queira mais independência
para seus filhos e deseja de nós que sejamos autônomos em nossos atos, nós podemos
e devemos pedir sua ajuda em momentos difíceis como uma doença ou um caso
obscuro em nossas vidas, assim como lembrar Dele nos bons momentos (pelo menos
em minha crença acredito sim numa resposta divina). Mas talvez Ele queira que
vivamos nossa vida com ação. Digo isso no sentido de que existem pessoas que
esperam que tudo caia do céu e penso que Deus não queira seus filhos sem
autonomia, daí vem a idéia de livre arbítrio (mas se eu me aprofundar nisso,
vou cair de novo no campo das religiões) e não é esse o intuito do texto.
A
humanidade deu o nome Deus para algo acima de qualquer coisa, uma força que deu
origem ao mundo, acho que talvez nós fomos pretenciosos demais em nominar o ser
ou a força mais suprema de todas.
Há também a
personificação de Deus como um Senhor caucasiano de barba espessa e branca, uma
forma que aprendemos quando crianças e muitas vezes não deixamos de utilizá-la
mesmo depois de adultos.
“Deus é tão
generoso que te dá a liberdade de plantar o que você quiser... Mas não se
esqueça que ele é tão justo que você colhe exatamente o que plantou!”
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