terça-feira, 31 de julho de 2018

Deus


         Existem alguns temas extremamente delicados para serem tratados, pois, contém um teor muito complexo e subjetivo, ou seja, cada um tem a sua opinião e as discussões são extremamente explosivas.
         Um desses temas e talvez um dos mais profundos da humanidade é falar sobre Deus.
         Enquanto uns crêem num único Deus onisciente e onipresente, outros acreditam em vários Deuses, como no Xintoísmo e Xamanismo, religiões chamadas de politeístas. E há ainda quem não acredite na existência de Deus ou do sobrenatural, afirmando que a criação do sobrenatural é apenas para que a angustia da existência humana seja confortada.
         Como a crença em Deus é subjetiva ninguém pode provar a existência Dele, porque mesmo os que já tiveram alguma experiência sobrenatural, não conseguem fundamentar empiricamente o fato. Assim como quem não acredita na existência divina também não consegue comprovar cientificamente a sua opinião.
         Acreditando ou não devemos admitir que entre todas as mais variadas religiões existentes no mundo (e olha que são muitas) diversos ensinamentos são importantes para uma vida mais saudável tanto individualmente quanto em sociedade, tanto na vida cotidiana, quanto na vida espiritual. Bondade, caridade e igualdade, são algumas qualidades que algumas religiões pregam a seus seguidores. Embora muitos ouçam esses conselhos durante o culto religioso e saem do local praticando o contrário do que foi ensinado.
         Talvez a religião muito dogmática seja em vários momentos prejudicial para seus seguidores, já que o mundo está em constante mudança e o pensamento focado somente em uma verdade é por diversas vezes nocivo a sociedade.
O pecado está na realidade, em grande parte na mente de cada indivíduo. Muitos aspectos levados como primordial para algumas religiões são na verdade danosos a seus seguidores, já que estes ficam a margem da sociedade para poder seguir o determinado pela religião.
         O respeito ao próximo, o amor a seu semelhante, a aceitação do diferente e o apoio àquele que necessita são valores, esses sim, de muita relevância e que são ensinados pela maioria das religiões.
         Agora vamos deixar um pouco a religião de lado e falar de religiosidade. Alguns podem estar se perguntando “mas religião e religiosidade não são a mesma coisa?”, na verdade não, seguir uma religião é seguir os ensinamentos desta, além de acolher e acompanhar os dogmas por ela propostos, enfim, seguir uma religião é seguir sua doutrina. E a religiosidade é acreditar no sobrenatural (ou em Deus) sem precisar de um culto numa igreja. A religiosidade aflorada permite ao individuo estar com uma divindade independente de um intermediário.
         E você acredita em uma força superior?
         A partir desse momento, que fique bem claro que essa é uma opinião totalmente minha, aliás, essa é uma questão como já disse muito subjetiva.
A vida somente biológica seria muito insignificante, não consigo imaginar a vida acabando simplesmente nisso que conhecemos. Num mundo tão detalhado como o nosso, não deve haver somente o universo das coisas como dizia Platão.
Pra falar sobre isso, vou usar um exemplo: as veias. É isso mesmo. Vocês sabem me dizer o que é uma veia? Uma veia é um vaso sanguíneo que transporta o sangue em direção ao coração. Os vasos que carregam sangue para fora do coração são conhecidos como artérias, as maiores veias do corpo humano medem 0,5 mm e possuem um sistema minucioso e detalhista de válvulas unidirecionais chamadas de válvulas venosas para prevenir o refluxo causado pela gravidade. Este sistema é constituído de um fino músculo de esfíncter e de dois ou três folhetos membranosos. Elas também possuem uma fina camada externa de colágeno, que ajuda a manter a pressão sanguínea e evita o acúmulo de sangue.
E porque essa aula de anatomia agora? Porque isso é só um exemplo insignificante do quanto nosso corpo e os mecanismos dele são complexos, será que dá pra imaginar essa complexidade toda não só do corpo mas do mundo sendo proveniente do acaso?
         O mundo das injustiças não é o mundo de Deus, talvez Deus, queira mais independência para seus filhos e deseja de nós que sejamos autônomos em nossos atos, nós podemos e devemos pedir sua ajuda em momentos difíceis como uma doença ou um caso obscuro em nossas vidas, assim como lembrar Dele nos bons momentos (pelo menos em minha crença acredito sim numa resposta divina). Mas talvez Ele queira que vivamos nossa vida com ação. Digo isso no sentido de que existem pessoas que esperam que tudo caia do céu e penso que Deus não queira seus filhos sem autonomia, daí vem a idéia de livre arbítrio (mas se eu me aprofundar nisso, vou cair de novo no campo das religiões) e não é esse o intuito do texto.
         A humanidade deu o nome Deus para algo acima de qualquer coisa, uma força que deu origem ao mundo, acho que talvez nós fomos pretenciosos demais em nominar o ser ou a força mais suprema de todas.
Há também a personificação de Deus como um Senhor caucasiano de barba espessa e branca, uma forma que aprendemos quando crianças e muitas vezes não deixamos de utilizá-la mesmo depois de adultos.
“Deus é tão generoso que te dá a liberdade de plantar o que você quiser... Mas não se esqueça que ele é tão justo que você colhe exatamente o que plantou!”

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